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Acusado de receber propina de empresa brasileira, mexicano é preso na Espanha

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Emilio Lozoya é acusado de ter recebido propinas milionárias da Odebrecht, que seriam destinadas à campanha eleitoral do ex-presidente Enrique Peña Nieto; ele havia fugido do México e foi preso na Espanha. Emilio Lozoya é levado por agentes da polícia da Espanha, em 12 de fevereiro de 2020
Polícia Espanhola/Via AFP
Emilio Lozoya, ex-diretor da gigante petrolífera estatal Pemex e principal envolvido no México no esquema internacional de corrupção da construtora brasileira Odebrecht, foi preso na Espanha – informou o Ministério Público mexicano na quarta-feira (12).
A prisão foi ordenada por um juiz e a Interpol prestou apoio para efetuá-la.
Lozoya é acusado de ter recebido propinas milionárias da Odebrecht, que seriam destinadas à campanha eleitoral do ex-presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018).
Ele também é suspeito de ter autorizado, quando diretor da Pemex, a compra de uma fábrica de fertilizantes por cerca de US$ 500 milhões, um preço excessivo em vista do mau estado de suas instalações, segundo o governo e a opinião de especialistas do setor.
Lozoya rejeita todas as acusações. Ele já está sujeito ao processo de extradição da Espanha para o México.
Trata-se do primeiro servidor público de alto escalão investigado pelo governo de Andrés Manuel López Obrador, que assumiu a presidência com o compromisso de erradicar a corrupção no país.
A acusação contra Lozoya surgiu de uma denúncia do representante legal da Pemex. Nela, apontou-se uma série de danos à propriedade da empresa, como resultado de uma cadeia criminosa que a acusação está investigando.
Lozoya renunciou em fevereiro de 2016 ao cargo na administração da Pemex, a principal empresa pública mexicana, atolada em graves problemas financeiros.
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