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Rússia pede ao Canadá informações sobre nazista de 95 anos

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Helmut Oberlander, 95, obteve cidadania canadense em 1960 e perdeu o título em 2019, quando se soube que ele fez parte de um esquadrão da morte nazista que atuou na Rússia. A Rússia pediu, nesta sexta-feira (14), informações sobre um homem de 95 anos, acusado de ter sido nazista e cometido crimes durante a Segunda Guerra e que obteve cidadania do Canadá em 1960.
Os russos acreditam que ele pertenceu a um esquadrão da morte de nazistas que é acusado de ter cometido um massacre em um orfanato soviético em 1942.
Helmut Oberlander nasceu na Ucrânia e se tornou um cidadão alemão durante a Segunda Guerra. Em 1960, ele conseguiu obter cidadania canadense –ele perdeu esse título em dezembro de 2019, quando a Suprema Corte decidiu puni-lo pelas suas atividades durante a guerra.
Um comitê de investigação russo responsável por crimes sérios disse que queria os documentos sobre Oberlander e que está averiguando seu possível envolvimento em um massacre em um orfanato na cidade de Yeysk.
Em uma declaração, o comitê disse que um esquadrão da morte atuou em uma região no sul da Rússia. Eles empregavam câmaras de gás portáteis e atuaram entre 1942 e 1943.
Oberlander, inicialmente, foi o tradutor para os nazistas, mas depois serviu como soldado, de acordo com documentos apresentados em uma corte em 2018.
Ele disse que foi forçado a integrar um esquadrão de morte aos 17 anos, mas que não participou ativamente de nenhuma atrocidade.
O comitê de investigação disse, em outubro de 2019, que abriu um inquérito sobre a suspeita de genocídio –em 1943, os nazistas foram expulsos da região do sul da Rússia, e foram encontrados os corpos de 214 crianças.
Diversos intérpretes e membros do esquadrão foram presos e condenados nos anos 1940 e 1960.
No entanto, segundo os canadenses, Oberlander conseguiu escapar de um processo criminal ao se esconder das autoridades após a capitulação da Alemanha, em 1945.
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